ECONOMIA DO FUTURO: QUATRO DICAS DE COMO INVESTIR EM TERRAS RARAS

Dia A Dia

Especialista lista principais formas de aportar num setor que tem muito para crescer num médio e longo prazo

As terras raras deixaram de ser um tema restrito ao setor de mineração e passaram a ocupar espaço nas discussões sobre geopolítica, transição energética e inteligência artificial. Essenciais para a fabricação de semicondutores, veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e equipamentos eletrônicos de alta tecnologia, esses minerais vêm despertando o interesse de investidores que buscam exposição a uma tendência estrutural de longo prazo.

Segundo Flávio Vegas, especialista de Produtos da Global X, existem diferentes formas de investir nesse mercado, cada uma com características e níveis de risco distintos. Acompanhe:

1. Ações de mineradoras: exposição direta, mas com maior risco

A forma mais direta de investir em terras raras é comprar ações de empresas mineradoras que atuam na extração e processamento desses minerais. No entanto, essa estratégia exige que o investidor faça a seleção individual das companhias, aumentando o risco de concentração e a necessidade de um acompanhamento mais próximo do mercado.

2. ETFs temáticos: alternativa mais diversificada

Para quem busca praticidade e diversificação, os ETFs especializados aparecem como uma das principais alternativas. Recentemente, a Global X lançou um BDR de ETF dedicado ao segmento de terras raras, que investe em empresas globais que atuam na exploração, mineração, produção e refino de materiais considerados essenciais para tecnologias emergentes.

3. ETFs de commodities: foco no metal

Outra possibilidade é investir em ETFs de commodities que acompanham diretamente o preço dos metais, em vez das empresas que os produzem. Essa estratégia oferece uma exposição diferente à cadeia de valor das terras raras e pode complementar uma carteira voltada para commodities.

4. Títulos de dívida de empresas do setor

Em mercados internacionais também existem títulos de dívida emitidos por companhias de mineração, semelhantes às debêntures e aos CDBs brasileiros. Ao adquirir esses papéis, o investidor financia projetos das empresas em troca de uma remuneração previamente acordada. Embora seja uma alternativa menos conhecida pelo investidor brasileiro, ela amplia as possibilidades de exposição ao setor.

“Os elementos de terras raras são considerados estratégicos para diversas indústrias que devem liderar o crescimento econômico nas próximas décadas. Além disso, o crescimento da demanda por inteligência artificial, energia limpa e eletrificação da economia torna as terras raras um segmento com potencial relevante de expansão no médio e longo prazo”, conclui Flávio Vegas.

Foto: Magnific

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